Início Jornalismo Notícias Setor de eventos espera iniciar retomada na semana que vem

Setor de eventos espera iniciar retomada na semana que vem

298
0
Foto: Christian Fregnan/Unsplash/Ilustrativa

O segmento de eventos do Rio Grande do Sul espera iniciar uma retomada gradual das atividades a partir da semana que vem. A expectativa está ancorada em sinalizações do governador Eduardo Leite de que acatará sugestões de protocolos feitos pelo setor há cerca de um mês. O reinício das atividades, totalmente paralisadas desde março, se daria a partir dos pequenos eventos, regionalizados.  

Na noite desta quinta-feira, quatro lideranças participaram da live do projeto Porto Alegre além da Covid-19, com mediação do jornalista André Machado. Luiz Fernando Muñoz, Presidente do Conselho Regional de Relações Públicas da 4a Região; Claudia Fattore, Presidente da Associacao Gaúcha de Empresas e Profissionais de Eventos (AGEPES); Marcelo Bento, Diretor da Associação Brasileira das Empresas de Eventos (ABEOC); e Rodrigo Machado, sócio diretor da Opinião Produtora e membro do Grupo Live Marketing RS discutiram as principais demandas do segmento de eventos neste momento.

Muñoz frisou que o evento presencial e o contato olho no olho são uma ferramenta de aproximação entre o promotor e seus mais variados públicos. No seu entendimento já há uma saturação dos eventos online.

A retomada gradual das atividades iniciaria pelos eventos de menor porte. Claudia Fattore pontua que é preciso haver previsões para o setor porque é necessário retomar o trabalho com as equipes, treiná-las, atuar na adaptação de práticas, equipamentos, etc.

Rodrigo Machado frisou que os eventos vão começar a acontecer de forma gradativa. “Temos essa consciência de que vai começar devagar. Nossa pressão é para abrir, não tudo, mas gradativo, dar o pontapé. Precisamos trazer dignidade para nossos colaboradores. Não é cesta básica, o gás, eles querem trabalhar”, destaca.

A live está disponível na íntegra em facebook.com/jornalistaandremachado

Já Marcelo Bento entende que os eventos híbridos (meio online, meio presencial) vieram para ficar e os totalmente online irão coexistir. “Vai se criar uma tradição de se fazer o evento online. Quando houver a reabertura vai ocorrer de maneira gradual e regional. Congresso científico, simpósios, jornadas que eram regionais, nacionais ou internacionais, vão ter que acontecer de forma híbrida ou totalmente online, em função do trânsito de participantes”, pontua Bento.

A partir da retomada, toda a cadeia de eventos (que no RS emprega cerca de 500 mil pessoas de maneira direta e indireta) se colocará também em vigilância para que todas as medidas sejam cumpridas. “Vamos ter que fazer um trabalho de vigilância para não virar o efeito Leblon e fiscalizar o comportamento das pessoas. O público vai ter medo de ir aos eventos e participar das atividades”, comentou Claudia Fattore.

A organização do setor de eventos culminou com a sugestão própria de protocolos que podem ser adotados pelo Estado nas diferentes cidades. A expectativa é de que em município com a bandeira laranja alguns tipos de eventos já possam ser realizados a partir do início de setembro. Segundo Luiz Fernando Muñoz, uma das possibilidades, para a conscientização das pessoas, é ter cartilhas explicando as regras daquele evento ou mesmo no recebimento do convite encaminhar o protocolo que será seguido para que a pessoa chegue consciente ao local.

Rodrigo Machado ainda destaca que o setor de espetáculos e shows, onde a Opinião Produtora atua com mais força, movimenta pelo menos outros 70 setores. “O Opinião e o Pepsi On Stage vão ser os últimos a voltar. O Opinião só volta quando tiver uma vacina. No caso do Araújo Viana, com lugares marcados, onde é possível manter um distanciamento, identificar os assentos, já poderia começar a acontecer”, comenta Rodrigo.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui