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Porto Alegre perde mais 1,8 mil vagas de trabalho em junho e primeiro semestre fecha com saldo negativo de 21 mil postos de trabalho formais

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Foto: Cesar Lopes

Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) referentes a junho mostram que Porto Alegre teve mais um saldo negativo na comparação das contratações com as demissões: foram 1.876 vagas a menos. No somatório de todo o primeiro semestre, são 21.123 vagas formais a menos no mercado de trabalho da Capital.

Os números, no entanto, mostram que, desde o início da pandemia, junho foi o mês com o menor número de demissões, um total de 12.479. Os picos foram registrados em março e abril, no início da pandemia, quando Porto Alegre teve, respectivamente, 20.976 e 20.812 demissões.

O economista Rodolfo Fuchs entende que a redução do isolamento em junho e a retomada econômica em outros países possa justificar, em parte, uma queda menor do número de empregos em junho.

“Estávamos em um momento de pessimismo, agora de incertezas, não há indicativo de recuperação. A perda de empregos só não é maior, ainda, pelo mecanismo de suspensão do contrato de trabalho – há, aqui, um tempo de reflexão, tendo em vista as incertezas”, destaca Fuchs.

Estado

No Rio Grande do Sul foram 53,3 mil contratações em junho e 58,1 mil demissões, um saldo negativo de 4,8 mil vagas. Também é o menor saldo negativo desde o início da pandemia, que teve seu pico na redução de empregos no estado em abril, com 74 mil demissões a mais que o número de contratações (35 mil admissões e 109 mil demissões).

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