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Sem parar: números do Denarc mostram que tráfico de drogas mantém ritmo mesmo com a pandemia

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Registro de operação realizada em abril na cidade de Sapucaia do Sul (Foto: Divulgação/PCRS)

Se a maioria do comércio e dos serviços está sofrendo restrições para o seu funcionamento desde o início da pandemia, o tráfico de drogas parece não ter parado. Os números do primeiro semestre do Departamento de Investigações do Narcotráfico da Polícia Civil gaúcha impressionam, principalmente se forem comparados ao mesmo período de 2019.

Nas operações realizadas neste ano, entre janeiro e junho, o Denarc (Departamento de Investigação do Narcotráfico) apreendeu 2.208 kg de maconha, montante muito acima dos 131,5 kg do primeiro semestre de 2019. As apreensões de cocaína também aumentaram: foram 25 kg em 2019 e 59 kg em 2020.

As prisões ligadas ao tráfico de drogas subiram de 189 para 256, também na comparação com os primeiros semestres de 2019 e de 2020. Os veículos apreendidos saltaram de 34 para 86, as armas de 67 para 89 e as munições de 1.527 para 4.451.

O delegado Vladimir Peukert Urach, diretor do Denarc, credita as maiores apreensões feitas neste ano ao foco dado às organizações criminosas e seus líderes, além da importante integração do trabalho das diferentes forças policiais.

“As apreensões deste ano aumentaram também porque conseguimos focar no Denarc mais nas organizações criminosas. Trabalhamos em investigações que focaram nos líderes de grandes organizações ligadas ao narcotráfico no estado e por isso tivemos êxito nas apreensões de maior volume”, destaca Urach.

Segundo ele, é perceptível que o fluxo de drogas se mantém no estado. Apenas nas operações do Denarc, realizadas entre janeiro e junho deste ano, foram apreendidos R$ 896 mil em espécie. No ano passado, no mesmo período, foram R$ 665 mil.

As rodovias ainda permanecem como principal meio por onde a droga circula, principalmente as estradas federais.

Neste ano foi feita a maior apreensão de êxtase da história da Polícia Civil: 14.200 comprimidos em uma única operação. A carga vinha de fora do estado. Em maio, foi apreendida a maior carga de maconha, com 1,5 tonelada, além de armamento de grosso calibre. Em julho, 50 kg de cocaína em outra grande apreensão.

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