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Ecobarreira do Dilúvio ultrapassa as 700 toneladas de lixo coletadas

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Foto: Leandro Souza Vaz/Divulgação

Quem passa pela Avenida Ipiranga, no seu trecho inicial, próximo ao Guaíba e ao shopping Praia de Belas, já deve ter reparado na barreira que coleta lixos sólidos depositados no Arroio Dilúvio. O projeto é do Instituto SafeWeb, em parceria com a prefeitura, e teve início em março de 2016. No início de julho deste ano, a ecobarreira atingiu a marca de 700 toneladas de lixo coletados.

“É uma marca de que nos dá sentimentos mistos. Ficamos felizes por teremos conseguido fazer com que 700 toneladas de lixo não chegassem ao Guaíba. Mas, ao mesmo tempo, a gente fica triste porque são 700 toneladas de descaso da população, órgãos públicos e todo mundo que se envolve com a sociedade”, comenta Luiz Carlos Zancanella Junior, presidente do Instituto SafeWeb.

Quem está diretamente na operação da ecobarreira já viu quase de tudo descendo pelo Dilúvio. Não fosse a barreira, objetos como televisão, placas de publicidade, cabeça de manequim, pneus, capacetes de moto, entre outros tantos, já teriam ido parar no Guaíba. Em períodos chuvosos, como o atual, a quantidade de lixo que desce o Dilúvio, em direção ao Guaíba, aumenta.

Hoje, o Instituto SafeWeb retira todo esse lixo e entrega ao Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU), que dá a devida destinação. A ecobarreira tem autorização para operar no local até março de 2021 e, por parte do instituto, há interesse em renovar a parceria.

Leia também: O que falta para o Arroio Dilúvio deixar de ser apenas um depósito de esgoto

A ideia de frear a ida de parte do lixo para o Lago Guaíba surgiu quando Junior viu que algo semelhante era feito na cidade de Baltimore, estado de Maryland, nos Estados Unidos. “Eu moro próximo ao Dilúvio e ver aqueles resíduos descendo sempre me incomodou”, destaca. A empresa SafeWeb, onde ele trabalha, encampou a ideia.

Para Junior, a população trata o Arroio Dilúvio como um esgoto. Há uma sensação, segundo ele, de que se já está sujo, é possível jogar mais lixo no local. “O Dilúvio poderia se tornar algo que o porto-alegrense usasse no final da tarde, por exemplo, assim como vai ao Guaíba. Se tivesse vida, se a água fosse limpa”, pondera o presidente do Instituto SafeWeb.

Ele cita, também, o exemplo que vem da Coreia do Sul, onde o riacho Cheonggyecheon foi totalmente repensado e, depois de diversas obras de intervenção, que incluíram a retirada de pistas para automóveis, foi novamente entregue à população.

No site ecobarreiradiluvio.com.br/ há mais dados sobre o projeto.

No gráfico, a quantidade de toneladas de lixo coletadas e o acumulado de chuva do ano (Foto: Reprodução)

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