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Com UTIs chegando no limite, Porto Alegre entra na bandeira vermelha; veja o que deve fechar

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Movimentação no centro de Porto Alegre no dia 17, quarta-feira. (Foto: Maria Ana Krack/PMPA)

O que já vinha sendo anunciado há pelo menos 10 dias se confirmou neste sábado: Porto Alegre e Região Metropolitana entraram na bandeira vermelha no Plano de Distanciamento Controlado do estado. O anúncio foi feito pelo governador Eduardo Leite. As regionais de Canoas, Novo Hamburgo, Capão da Canoa e Palmeira das Missões também passaram para a bandeira vermelha.

Isso quer dizer que a partir de terça-feira, 23, todo o comércio não essencial deve fechar, incluindo academias, clubes, salões de beleza e barbearias, missas, cultos e outros eventos religiosos. Os restaurantes e lancheiras só poderão funcionar com tele-entrega ou pague-leve, sem atender clientes dentro dos estabelecimentos e com a metade dos funcionários. Nos shoppings, também ficam permitidas as atividades apenas dos serviços essenciais, como supermercados, restaurantes e farmácias, porém com apenas 25% dos trabalhadores.

Segundo o governador, está se verificando um momento delicado na Região Metropolitana. Desde o início de junho, uma curva ascendente e veloz de ocupação de leitos de UTI acendeu o alerta na prefeitura e no governo do estado. “Precisamos ter cuidado para que se estabilize (a curva) e buscarmos uma redução dos casos. Esse crescimento, se não for interrompido, vai levar a uma saturação no atendimento”, comentou Leite.

A partir de agora, as regiões que passarem para a bandeira vermelha ficaram nesse status por pelo menos duas semanas, até que os indicadores possam melhorar e uma bandeira mais branda seja aplicada. Hoje, Porto Alegre tem 82% de ocupação dos seus leitos de UTI, sendo 89 pacientes com Covid-19 internados (17,5% do total). O Clínicas, a Santa Casa e o São Lucas são os hospitais que, neste momento, têm maior disponibilidade de leitos de UTI.

“Atravessando as próximas semanas, até o final de julho, talvez poderemos reduzir exigências e protocolos e não ter mais bandeiras vermelhas. É a minha expectativa”, frisou o governador. Ele cita o período de maior demanda por internação em função de doenças respiratórias, historicamente até o início de julho, o que também ajuda a sobrecarregar o sistema, além dos casos de Covid-19.

No vídeo abaixo, veja uma síntese do que acontece com a bandeira vermelha.

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