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OPINIÃO: Sobrevivendo à era das dúvidas

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Por André Machado, jornalista

            Estamos vivendo um período em que nossa única certeza é a prudência. O radicalismo, muito presente nas nossas discussões sobre se Inter ou Grêmio são maiores, está presente agora em quase tudo da nossa rotina e é impossível ser cerebral e inteligente em meio a uma onda em que lacrar (uma palavra horrível, diga-se de passagem) vale mais do que argumentar e convencer.

            A discussão entre saúde e economia nestes tempos de COVID 19 é uma delas. Imagens e figuras de linguagem são usadas como forma de desqualificar a uma opinião que não coincida com a sua. Como se alguém preocupado com a saúde pública não esteja atento aos problemas na economia ou se quem quer um movimento responsável do comércio não se preocupe com as vidas alheias.

            Para sobrevivermos, física e psicologicamente, a este momento em que buscamos conhecer como conviver com esta nova gripe precisamos é de condutas não-radicais. E tem mais, precisamos nos acostumar com o vaivém das atividades econômicas de acordo com o comportamento dos números da pandemia.

            Pelo que ouço de cientistas, só teremos o conforto de voltarmos a circular com tranquilidade em relação à COVID 19 depois da vacina. Por mais rapidamente que sua pesquisa esteja avançando, ela ainda irá demorar. Neste período, a nós cabe lidar com os cuidados pessoais, com a responsabilidade de preservar a vida das pessoas e seus empregos. Sem radicalismo e usando a prudência e a ciência como vacina a todos que estão contaminados pelo ódio.

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