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Movimentando uma grande cadeia, setor de eventos pede retomada gradual, com protocolos

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Foto: The Climate Reality Project/Unsplash/Ilustrativa

O segmento de eventos foi um dos mais afetados pela crise imposta pela pandemia de Covid-19. Desde o final de semana de 14 e 15 de março, o setor está completamente paralisado no Rio Grande do Sul. Neste momento, há uma união de empresas e empregados do segmento para buscar uma retomada responsável e auxílios que possam representar fôlego financeiro.

Na live desta quinta-feira, 21, do projeto Porto Alegre além da Covid-19, mediada por André Machado, participaram Claudia Fattore, presidente da Associação Gaúcha de Empresas e Profissionais de Eventos, Aline Colombo, da Colombo Estruturas para Eventos, e Ana Paula Leite, da Invento.Evento. Durante uma hora, elas levaram para a live as suas percepções sobre o atual cenário do setor.

Na empresa Colombo, por exemplo, Aline informou que 300 funcionários eram empregados diretamente, fora os fornecedores. Ela destaca que em alguns eventos o trabalho de preparação das estruturas começa até dois meses antes. Cita, principalmente, os de grande porte, como Festa da Uva, Mercopar e Planeta Atlântida. “O grande público desconhece o tamanho da indústria dos eventos”, pontua.

A empresária Ana Paula destaca toda a cadeia movida pelo setor de eventos: do carregador ao holding, passando pelos profissionais de montagem, limpeza e higienização, serviço de coffe break, segurança, intérpretes, mestre de cerimônias, assessorias diversas. “Evento não é um bico, é uma indústria séria”, destaca. Essa cadeia ainda movimenta outros setores, de maneira mais ou menos direta. É o caso do turismo, da alimentação, da hospedagem, dos deslocamentos.

Para Claudia Fattore, que também é a responsável pelo setor de eventos do Grêmio Náutico União, há uma expectativa do segmento principalmente por uma retomada no último quadrimestre, a partir de setembro. No GNU, praticamente todos os eventos foram transferidos e não cancelados.

Um dos pedidos do segmento de eventos é para uma retomada gradual das atividades, com protocolos definidos pelos governos. Outra vai na linha de buscar financiamentos principalmente para as pequenas e médias empresas, que têm dificuldades de contrair empréstimos em função das muitas garantias geralmente exigidas pelos bancos. “O micro, o da economia criativa, não tem condições de dar garantias”, pontua Ana Paula.

A live completa está disponível em facebook.com/jornalistaandremachado

Na esfera municipal, Aline Colombo cita como importante uma renegociação de impostos com as empresas do setor. Para a participação em licitações, por exemplo, ou mesmo para a prestação de serviços a determinadas empresas privadas, são exigidas negativas de débitos com o erário, o que não é possível se qualquer imposto estiver devido. “Precisamos de mais prazo”, frisa Aline.

O segmento também busca se reinventar. Eventos ao ar livre e com estruturas menores, momentaneamente, são uma possibilidade. Ocupar espaços fechados com capacidade bastante reduzida, igualmente. “Nosso setor parou. Precisamos achar uma forma de retomar, do pequeno ao grande”, comenta Ana Paula Leite. Para Claudia Fattore, são os eventos menores que irão reaquecer mais o setor neste momento. “Será o pequeno seminário, pequeno congresso, o casamento. O cliente ainda está com receio de sair. Mesmo que a gente garanta todos os protocolos de segurança, as pessoas vão ter um pouco de temor de sair e participar”, entende.

A empresária Aline Colombo pontua que, com responsabilidade, é preciso planejar a retomada dos eventos. “As feiras de negócios são onde todos vão para conhecer as novas tecnologias”, cita um exemplo. A Expointer e o Festival de Cinema de Gramado são dois exemplos de eventos que estão marcados para o segundo semestre.

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