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Shoppings podem reabrir a partir de hoje no RS. Veja as restrições

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Praia de Belas Shopping, em Porto Alegre (Foto: Divulgação/Grupo Iguatemi)

As regiões do estado que estão com as bandeiras amarela e laranja (todas, menos a região de Lajeado) poderão ter seus shoppings e centros comerciais reabertos a partir de hoje, 15. A decisão está em uma portaria publicada pelo Governo do Estado. Os locais deverão manter fechados os serviços de buffet, provadores de lojas, lounges, áreas de recreação, cinemas, teatros, bares e pubs.

Os locais não poderão ter mais de 50% dos trabalhadores atuando e, de igual forma, a presença dos consumidores nos espaços não poderá exceder a metade da capacidade. Os shoppings e centros comerciais poderão ter que fechar novamente caso a bandeira da região de sua localização passe para vermelha (onde é permitido apenas drive thru e delivery) ou preta, onde não poderão funcionar.

A reabertura, no entanto, depende também do entendimento dos municípios. Em Porto Alegre e São Leopoldo, por exemplo, os shoppings não deverão reabrir, pois decisões dos prefeitos Nelson Marchehzan Júnior e Ary Vanazzi impedem que os locais funcionem. Há prerrogativa para os municípios definirem medidas mais rígidas do que as editadas pelo estado.

Dados de 2018 da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) mostraram que o Rio Grande do Sul têm 39 shoppings distribuídos em 16 cidades. Apenas em Porto Alegre são 16. Também em 2018, os empregos no setor eram de quase 50 mil.

Medidas que devem ser observadas pelos shoppings e centros comerciais para a reabertura

• Disponibilizar álcool gel 70% dentro das dependências;
• Desativar bebedouros;
• Vedar empréstimo de carrinhos para crianças;
• Monitorar a temperatura de todas as pessoas para ingresso por meio de termômetro digital infravermelho;
• Utilização obrigatória de máscaras para clientes, funcionários, lojistas e colaboradores;
• Controlar o acesso de pessoas com senhas ou outro meio eficaz, de modo a respeitar o limite da capacidade e evitar aglomeração, bem como manter o controle do fluxo de pessoas durante o período de funcionamento;
• Garantir distanciamento mínimo de dois metros nas filas em frente a balcões de atendimento ou caixas ou no lado externo do estabelecimento, sinalizando no chão a posição a ser ocupada por pessoa;
• Criar fluxos de movimentação de sentido único nas entradas e saídas;
• Reduzir o número de vagas de estacionamento a 50% da capacidade instalada;
• Organizar os serviços prestados nos fraldários (como espaço para papinhas, amamentação, troca, dentre outros) para evitar aglomeração e reforçar a higiene desses ambientes;
• Substituir, na praça de alimentação, as bandejas por materiais descartáveis e, em não sendo possível, realizar a higienização com álcool 70% e/ou preparações antissépticas ou sanitizantes de efeito similar após cada uso;
• Adotar sistemas de escalas, de revezamento de turnos e de alterações de jornadas, para reduzir fluxos, contatos e aglomerações de trabalhadores;
• Recomendar aos trabalhadores que não retornem às suas casas com o uniforme utilizado durante a prestação do serviço;
• Priorizar a modalidade de trabalho remoto (teletrabalho) a todos os trabalhadores que assim possam realizar suas atribuições sem prejuízo às atividades e, para os trabalhadores que pertençam ao grupo de risco ou, não sendo possível, assegurar que suas atividades sejam realizadas em ambiente com menor exposição de risco de contaminação;
• Orientar funcionários, colaboradores e usuários acerca da necessidade de higienização periódica das mãos, etiqueta respiratória e distanciamento mínimo;
• Orientar funcionários e colaboradores sobre a obrigação de informar ao estabelecimento caso tenham sintomas de síndrome gripal e/ou resultados positivos para a Covid-19. No caso de síndrome gripal, orientar que procurem assistência médica para investigação;
• Realizar busca ativa, diária, em todos os turnos de trabalho, em colaboradores e funcionários com sintomas de síndrome gripal;
• Garantir o imediato afastamento para isolamento domiciliar de mínimo de 14 dias, a contar do início dos sintomas, de colaboradores que testarem positivo para Covid-19; tenham tido contato ou residam com caso confirmado de Covid-19; apresentarem sintomas de síndrome gripal. O estabelecimento deverá manter registro atualizado dos afastamentos, notificar imediatamente os casos suspeitos de síndrome gripal e os confirmados de Covid-19 à Vigilância em Saúde do Município do estabelecimento, bem como à Vigilância em Saúde do município de residência do trabalhador/colaborador.

Com informações do site do Governo do Estado.

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