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Como colocar em prática ações diárias que contribuam para o desenvolvimento sustentável

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Reduzir o consumo de carne é um dos fatores que podem contribuir para a sustentabilidade (Foto: José Ignácio Pompé/Unsplash)

Pensar uma Porto Alegre mais sustentável e a participação de toda a sociedade para se alcançar os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODSs) da ONU foram a pauta central da live desta terça-feira, 14, do projeto Porto Alegre além da Covid-19. Com mediação de André Machado, o bate-papo teve a participação da relações públicas e empreendedora Júlia Caon Froeder e da especialista em políticas públicas Marcela Ávila e perpassou temas como consumo consciente, desmatamento, transporte público, redes de esgoto, acesso à água, igualdade de gênero, entre diversos outros tópicos.

O ODSs foram fixados em 2015 pela Organizações das Nações Unidas com a concordância de 193 países, incluindo o Brasil. As metas devem ser atingidas até 2030. A primeira delas é simplesmente acabar com a fome no mundo e erradicar a pobreza. A pauta está diretamente ligada ao consumo e, obviamente, à falta de um consumo consciente de alimentos.

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Júlia Froeder vê como importante se pensar em todo a cadeia que fez o alimento chegar até a mesa. Repensar o consumo é também pensar na produção. Na sequência, está a produção de lixo doméstico. Repensar, reutilizar e reciclar são os três erres citados por Marcela Ávila como essenciais neste contexto. “Não adianta nada consumir vários sucos em garrafa pet na semana, colocar tudo no lixo reciclável e achar que o poder público vai dar conta disso. Não é assim”, afirma Marcela.

Nesta rede de alimentos, o consumo de carne se coloca como um dos pontos-chave. Parte do desmatamento ilegal, principalmente do Mato Grosso em direção aos estados do norte, ocorre para que a criação de gado seja ampliada, segundo Júlia Froerder. Reduzir a presença da carne na alimentação diária é fator importante. Outro é saber de onde aquela carne está vindo para compreender os sistemas que são usados para a produção.

A mudança de hábitos comportamentais, muitos deles individuais, está diretamente ligada a vários ODSs. Nos pontos que, de maneira interligada, tratam do meio ambiente e de recursos naturais, Júlia entende que repensar a forma como nos transportamos atualmente é imprescindível. Na mesma linha, Marcela vê a troca do transporte individual pelo coletivo como ação válida. A busca por mais qualidade no transporte público, entende ela, poderia ser uma pauta mais forte e presente se mais pessoas utilizassem os ônibus, por exemplo.

Mediado por André Machado, o bate-papo sobre os ODSs teve a participação de Júlia Froeder e Marcela Ávila

O inventário de Emissões de Gases do Efeito Estufa de Porto Alegre mostra que o transporte motorizado – incluindo ônibus, carros e motos – é responsável por mais de 60% dos gases emitidos na Capital. Júlia vê uma possível mudança maior no cenário se houver uma política nacional para o setor de transportes, priorizando veículos menos poluentes. “Enquanto o Brasil estiver investimento em petróleo vai ser muito difícil o sistema mudar a chave, para carros elétricos, por exemplo”, afirma.

Fato é que alcançar, até 2030, todos os objetivos fixados pela ONU para um desenvolvimento sustentável se coloca como uma difícil tarefa de toda a sociedade. Perceber governos centrais, de importantes países, como o Brasil e Estados Unidos, indo na contramão de vários dos ODSs, principalmente nas questões ambientais e de ações concretas para combater o aquecimento global, são revezes temporários, mas com resultados negativos de grande impacto. “A próxima pandemia mundial é a mudança climática. Não vai ser do dia para a noite, vai chegar devagarinho, mas vai afetar a gente como o Coronavírus está afetando”, projeto Júlia.

Live de hoje. Nesta quarta-feira, 15, o advogado, professor e vice-prefeito de Porto Alegre, Gustavo Paim, e a mestre em Ciências Sociais Danielly Voto falam sobre “participação popular”. A live é transmitida no facebook.com/jornalistaandremachado a partir das 21h.

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