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ARTIGO CONHEÇA O AUTISMO: Ano novo, por favor, sem fogos

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Por Marco Antônio Moreira, estudante de Jornalismo

Falta pouco para que 2020 chegue e traga 366 dias de novas vivências! Eu gosto das sensações que as festas de fim de ano trazem, como a família reunida, a confraternização e uma boa ceia. Mas uma coisa em específico me incomoda (e não só a mim!): Os fogos de artifício. 

A audição das pessoas com TEA é muito sensível. Não gostamos do barulho dos fogos estourando.  Esses sons ensurdecedores nos causam ansiedade e pânico. Em geral, temos todos os nossos sentidos alterados (audição, tato, paladar, olfato e visão) , mas isso pode render outro artigo.

Antigamente, o barulho dos fogos me incomodava mais, hoje até é mais tranquilo. Porém, no último ano-novo tive uma experiência não muito boa.  Brindei o início de 2019 ao lado da minha família na beira da praia de Capão da Canoa. Os “estouros” me incomodaram muito. Me senti em pânico, principalmente por estar na areia, lugar que até então considerava seguro. Mas logo passou e molhei os pés na água, me sentindo mais tranquilo.

Não estou pedindo que seja abolida a tradição de soltar fogos no reveillón. Hoje temos soluções alternativas, como fogos sem barulho. O que as pessoas tem que entender é que o barulho dos estouros fere não só aos autistas, mas também animais, idosos e crianças. Peço mais consciência e responsabilidade na hora das comemorações, pois nem todos  curtem ruídos muito altos.

Feliz 2020!

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