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ARTIGO CONHEÇA O AUTISMO: Chanel e a importância de um pet no tratamento do autismo

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Por Marco Antônio Moreira, estudante de jornalismo

Pesquisas mostram que a convivência de crianças autistas com animais pode ser um ótimo tratamento. É que as pessoas com TEA (transtorno do espectro autista) muitas vezes tem dificuldade de conviver com outras pessoas, que muitas vezes a julgam diferente. Já os animais não julgam ninguém.

Quando eu fiz quinze anos, não tinha muitos amigos no colégio e minha mãe achou que seria legal eu ter um cachorro para conviver comigo. Naquela época, um dos nossos cães morreu. Minha mãe queria um Golden Retriever. Fomos até um canil de Goldens e Whippets  (galgos, como são mais conhecidos), e quem diria que eu acabaria me apaixonando pelos Whippets. A Chanel chegou em casa aos 45 dias e desde então, se tornou minha grande companheira.

Marco e a Chanel ainda bebê / Foto: arquivo de família

Me identifico com a minha “bebê”, como eu carinhosamente chamo a Chanel! Ela é preguiçosa, é caseira (ela tem medo de andar na rua!), mimada, e sempre me dá carinho quando eu preciso. Acho ela diferente, assim como eu! Cachorros sempre fizeram parte da minha vida, mas a bebê ocupa um grande espaço no meu coração pelas alegrias que me traz. Com ela, sinto liberdade em dar e receber carinho, além da responsabilidade ao cuidar de um bichinho e conhecer mais sua fidelidade.

Para autistas e aspies, (os animais) podem trazer uma ajuda significativa no convívio com o mundo, com o outro. Existe troca e isso só nos beneficia. Sempre temos um amigo leal a quem podemos depositar toda nossa confiança.

6 COMENTÁRIOS

  1. Ela é igual a ti: caseira e preguiçosa!!!!
    Mas sei que é muito amor envolvido nessa relação!
    Na próxima terça, tens que nos contar sobre como foi a festa do teu aniversário neste sábado.

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