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Rede Sapiens faz conhecimento gaúcho circular pelo mundo

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A manhã de hoje foi de celebração para o mundo acadêmico gaúcho. Por iniciativa do Pacto Alegre, foi lançada a REDE SAPIENS, uma conexão entre a sociedade e a produção de mestres e doutores. Com uma perspectiva colaborativa, a Rede Sapiens conta com apoio de dezenas de empresas e entidades que reuniram um aporte de R$ 35 mil para premiação dos estudantes em duas categorias – Prêmio Conexão com o Mercado e Prêmio Engajamento. Serão 10 mestres ou doutores e seus respectivos professores orientadores premiados em junho de 2020.

“Conhecimento não gera valor se não for aplicado”

Se de uma lado há empresas ávidas por inovação e de outro gente pensando sobre transformação na academia, a rede vai funcionar como um “aplicativo de relacionamentos”, aproximando interesses. “O propósito da Rede Sapiens é valorizar a ciência do RS, promovendo a conexão entre mestres e doutores com empresas que buscam inovação, assim como tornar acessível à sociedade o resultado dos estudos científicos, de forma que ela possa atuar na sua própria evolução. Existe muita riqueza nas nossas universidades, queremos evidenciar isso”, destaca Alexandre Trevisan, CEO da uMov.me e criador da Arena uMov.me, espaço de inovação social em rede cujo propósito e articular a promoção do conhecimento. “Conhecimento não gera valor se não for aplicado”, referiu-se na abertura do evento.

Trevisan fez a abertura do evento

Em nome do Pacto Alegre, o professor Alsones Balestrin, da Unisinos, foi o mestre de cerimônias e destacou os desafios que a Rede Sapiens vem superar. “Muitas vezes as soluções ficam nas prateleiras da universidades”, destaca. Balestrin ressalta que o conhecimento se valoriza “pelo fluxo e não pelo estoque”. Este é o principal mérito da rede, fazer com que as soluções pensadas nas universidades circulem, ao invés de ficarem armazenadas nas estantes das bibliotecas.

A curadoria da Rede Sapiens será feita pelo professor Luís Lamb, secretário estadual de inovação, ciência e tecnologia do RS. “O RS tem apenas 5% da população brasileira, possui 11,5% da produção científica do País e a segunda maior densidade de doutores do Brasil. Precisamos transformar essas contribuições acadêmicas em negócios e gerar riqueza e resultados para a sociedade. As nações mais desenvolvidas do mundo são as mais bem-educadas, as que utilizam conhecimento e inovação aplicada aos negócios. Precisamos nos adequar a esse modelo para evoluir nossa matriz econômica”, observa.

Projeto integra o Pacto Alegre

A rede Sapiens, um dos projetos do Pacto Alegre, faz parte de um conjunto de iniciativas que contam com o apoio da Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia, e que visam tornar o Rio Grande do Sul um estado mais inovador, criativo e competitivo. Todos com o objetivo de contribuir para o aperfeiçoamento da educação, da pesquisa, e o crescimento econômico e social a partir do conhecimento e empreendedorismo. Como a Hélice, iniciativa da Randon, Marcopolo, Soprano e Florense, que já conta com outras empresas, em Caxias do Sul. O Instituto Caldeira, projeto em construção que vai integrar num ecossistema startups laboratórios empresas em Porto Alegre.

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