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“Decisão de extinguir o DPVAT é simplista”, diz diretor do Detran/RS

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“A Petrobrás tinha suspeita de fraude e nem por isto se fechou a Petrobrás”, rebateu o diretor-geral do Detran/RS, Enio Bacci, ao ser confrontado com a razão apontada pelo presidente Jair Bolsonaro para a extinção do DPVAT, o seguro obrigatório para veículos. Bacci falou na manhã de hoje ao Jornal Gente, da Rádio Bandeirantes. O gaúcho defende a manutenção do seguro e diz que a extinção causará prejuízo aos brasileiros. Ele classificou a forma do Governo Federal resolver o problema como simplista.

Foto: Reprodução Detran-RS / Lidiane Mallmann

“É o seguro mais em conta que conheço”, defende Bacci ao lembrar que o valor é de apenas R$ 16 ao ano. O ex-deputado defende que, para combater fraudes, a União busque responsabilizar as seguradoras, mas não acabar com o DPVAT. “O governo deveria intervir neste consórcio”, defende. Ele lembra que 45% da arrecadação vai para o SUS, 5% para campanhas do Denatran e 50% para o pagamento de prêmios de seguros, onde ocorreriam as apontadas fraudes.

De acordo com Bacci, o DPVAT já pagou 103 mil indenizações por invalidez permanente, 18,8 mil por morte e 33 mil por despesas médicas no país. O presidente Jair Bolsonaro anunciou na tarde passada a edição de uma medida provisória extinguindo o seguro obrigatório a partir do próximo ano.

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