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O que aprendi fazendo concursos públicos

Ter um emprego estável com um bom salário é o sonho de todo o brasileiro - principalmente agora, em que estamos em tempos de crise. Por isso, muitos optam por participarem de algum concurso público e concorrer a uma vaga em algum órgão do Governo. No entanto, posso falar por experiência própria que fazer concurso tem seus pontos negativos e, aqui, você verá três coisas que aprendi fazendo essas avaliações.




Não é algo fácil, como muitos pensam.


A maioria das pessoas tem a impressão de que o serviço público é ineficiente - o que, muitas vezes, é verdade - e, daí, assume que passar em um concurso público é uma moleza. Elas estão enganadas.


Passar em um concurso público, muitas vezes, pode ser tão ou mais difícil do que passar em um vestibular ou no ENEM. Isso ocorre por dois fatores: primeiro, porque as bancas, que elaboram e organizam o concurso, estão cada vez mais exigentes. Segundo, porque, como estamos em tempos difíceis, há um número cada vez maior de concorrentes bem preparados, o que dificulta a aprovação de quem está tentando.



O número de vagas no edital não quer dizer nada!


Qualquer professor de cursinho vai dizer que o edital é a lei maior do concurso e a primeira coisa que o candidato deve fazer é lê-lo e entendê-lo. Mas uma parte foge dessa regra: a quantidade de vagas oferecidas.


Muitas vezes, a tão sonhada função vai ter discriminada uma, duas ou três vagas. Mas isso não deve ser um sinal de desânimo para o candidato, pois na maioria das vezes, na hora H eles acabam chamando cinco ou dez aprovados. Portanto, não desista de fazer um concurso só porque ele é muito concorrido e o edital diz que são apenas duas vagas: no final, é quase certo que eles vão chamar mais.



O candidato deve estar sempre atento


Você fez a prova do concurso e tirou uma boa nota. E agora? Muitas pessoas não sabem, mas a forma padrão de nomeação dos aprovados é através do Diário Oficial, um jornal com todos os atos da Administração Pública que quase ninguém lê. Assim, muitos candidatos acabam deixando sua vaga passar porque, simplesmente, não prestaram atenção. Logo, se você não for chamado de primeira, não desanime: certamente alguém vai bobear e você será chamado em breve.


Alguns órgãos públicos, principalmente prefeituras, publicam os editais de nomeação em seus sites. Alguns chegam a telefonar para os candidatos, mas isso não é padrão. Você deve saber qual a forma de divulgação dos nomeados.



As cotas raciais são suas inimigas!


Há um grande debate na internet se deve haver ou não cotas para indígenas e afrodescendentes em concursos. Apesar da polêmica, o fato é que a Lei 12.990, de 2014, reserva 20% das vagas oferecidas em concursos para pessoas negras, caso sejam chamados mais de três candidatos, e isso pode ser frustrante para muitos que estão aguardando sua nomeação.


Ilustrando com meu caso, fiz o concurso para professor de Matemática em meu município e consegui ser classificado em quinto lugar, o que muitos achariam louvável. Quando saiu a portaria de nomeação, li na manchete que seriam chamados exatamente 5 professores. Mas minha alegria logo se transformou em tristeza: o edital reservava 44% das vagas para negros e, com isso, foram chamados apenas os três primeiros colocados e os dois primeiros cotistas.



Não basta ser bom, tem que ser excelente!


Com isso, se você não for afrodescendente, ou for e não estiver concorrendo por cotas, você tem a obrigação de tirar a nota mais alta possível para ter a certeza de que será chamado em breve. Logo, não basta ser bom na prova: é necessário ser excelente. Tirar qualquer colocação abaixo do terceiro lugar é arriscar ter de passar anos esperando para ser chamado. Quem for fazer concurso deve, no mínimo, gabaritar a prova. Se não for assim, nem adianta.

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