Pular para o conteúdo principal

Por que as calculadoras não evoluíram?

Acompanhe qualquer site de tecnologia e você verá que a maioria dos redatores e dos comentaristas em geral é viciada em inovação. Eles facilmente rejeitam, de forma veemente, tudo aquilo que já existe há algum tempo ou que pode ser considerado tradicional. Se dependesse desse pessoal, televisores, rádios e linhas telefônicas teriam deixado de existir há muito tempo, apesar de haver uma considerável parcela da população que ainda utilize esses serviços.



É inegável que a tecnologia evolui de forma exponencial. Compare, por exemplo, um telefone celular do início da década de 1.990 com um atual, ou um computador antigo com um de hoje, ou um aparelho de televisão usado pelos seus pais com o que temos disponível hoje. É claro que essa inovação não ocorre na mesma velocidade para todos os bens eletroeletrônicos: um liquidificador ou uma geladeira são, hoje, essencialmente o que eram há uns quarenta anos. Mas há um pequeno objeto que poderia ter evoluído com o resto e ficou parado no tempo: a calculadora.


Calculadora básica


Apesar de eu ter feito um post há algum tempo mostrando as diferenças entre os diversos tipos de aparelhos existentes, uma conversa com o @lhlimaverde me fez perceber que esses dispositivos portáteis não evoluíram nos últimos anos como o resto de eletrônicos de suas categorias. Claro que hoje temos calculadoras científicas, financeiras e gráficas, mas em relação ao design, ao projeto, elas permanecem como aquilo que sempre foram: um conjunto de teclas em uma estrutura de plástico que mostra resultados em um visor monocromático.


As calculadoras atuais poderiam se beneficiar de várias vantagens presentes nos smartphones, como telas touch screen e câmeras. Claro que já existem algumas calculadoras touch screen, como a HP Prime, bem como aplicativos como o PhotoMath, que permitem ao usuário tirar uma foto de uma conta ou equação e obter o resultado, mas nenhum dos dois, separados, se encaixa naquilo que as calculadoras poderiam ser nos dias de hoje.


Apesar de provavelmente, muitos leitores argumentarem que as calculadoras, hoje, estão ultrapassadas, como as linhas telefônicas e os tocadores de CD, pelo fato de existirem aplicativos que fazem seu papel de forma muito melhor, temos de nos lembrar da diferença entre uma calculadora e um smartphone e que muito professores (de faculdade ou de nível básico) permitem que seus alunos utilizem calculadoras, mas não telefones celulares. Assim, nada adianta possuir um aplicativo matador instalado em seu smartphone se o aparelho não puder ser utilizado quando se precisar dele.


Na visão que eu e o Lucas Henrique desenvolvemos, uma calculadora atual deveria ter uma tela touch screen. Sua aparência seria similar a de um Moto G de segunda geração (talvez com a tela um pouco menor), sem as caixas de som (pois não consigo imaginar a utilização de sons para esse tipo de dispositivo - ao menos não em uma operação básica). Desta forma, ela não teria um teclado físico: as teclas ficariam na tela. A calculadora poderia ter aplicativos que realizassem tarefas diferentes: um para cálculos numéricos, outro para álgebra, mais um para estatística e assim por diante. Em suas costas, haveria uma câmera que poderia fotografar um manuscrito e dar uma solução. O aparelho seria capaz de fornecer não apenas a resposta final mas, também, os passos intermediários e, em um modelo mais avançado, poderia haver uma conexão wi-fi ou 3/4G para que algum cálculo mais elaborado fosse resolvido por um servidor remoto - e não pelo aparelho em si. Info um pouco mais além, essa calculadora poderia ser produzida com base no sistema Android, o que facilitaria o desenvolvimento de recursos de terceiros para a mesma.


Seria algo realmente interessante de se ver e que poderia auxiliar, em muito, os professores em sala de aula, afastando o pré-conceito que alguns docentes ainda possuem sobre esse aparelho. Mas a dúvida que permanece é: por que ninguém fez isso ainda? Por que as calculadoras de hoje permanecem quase as mesmas de vinte ou quarenta anos atrás? Por que ninguém se interessou em lançar uma inovação como essa? Falta de recursos e de tecnologia certamente não deve ser o motivo...

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Como acessar configurações avançadas no Sagemcom F@st 2704N

NOVO TUTORIAL: GUIA DEFINITIVO DAS CONFIGURAÇÕES AVANÇADAS DO SAGEMCOM F@ST 2704N!
Atualização 23/01/2015: Alguns problemas apontados e descobertos nesse modem:
1. Alguns usuários relatam dificuldade em salvar alterações na configuração ADSL;
2. Não sei como acessar os logs do modem; mesmo habilitando, eles não aparecem;
3. Se você trocar o DNS do modem, ele voltará ao da Oi ao ser reiniciado;
4. Estou enfrentando alguns problemas sérios de lentidão. Não sei se isso é relacionado ao modem ou a algum dispositivo na minha rede interna.
-----
Os modens da marca Sagemcom estão se tornando muito populares no Brasil, não, quiçá, por sua qualidade, mas porque eles são os atuais queridinhos das operadoras: quando você assina um plano ADSL, geralmente a operadora envia um modem wireless para sua casa a fim de que você possa navegar sem precisar ter gastos extras com esse equipamento. É claro que os equipamentos fornecidos pelas operadoras são básicos, mas saciam as necessidades dos usuários comuns - …

O Guia Definitivo das configurações avançadas no Sagemcom F@st 2704N

Há alguns meses, eu contei minha experiência com o Sagemcom F@st 2704N e tenho recebido diversos comentários sobre suas configurações avançadas. Agora que minhas aulas na faculdade estão acabando, resolvi reservar um tempinho para explorar melhor esse modem que, diga-se de passagem, é muito bom.