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É possível trabalhar enquanto se está na UFRGS?

Embora uma grande parte dos alunos da UFRGS sejam jovens recém-saídos do Ensino Médio que ainda morem com os pais e, por isso, não precisam ter uma grande preocupação com o seu próprio sustento, uma parcela significativa já possui família e trabalha. Assim, uma das perguntas mais recorrentes quando se fala em prestar o Vestibular da UFRGS é sobre a possibilidade de se trabalhar durante a faculdade.



A preocupação é válida pois, diferentemente da PUC, que concentra todos os seus cursos em um único campi e os organiza em turnos, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul está espalhada por, praticamente, toda a Porto Alegre. Apenas para se ter uma ideia, se você for cursar alguma Licenciatura ou Engenharia, terá aulas no Campus Central, no centro de Porto Alegre, e no Campus do Vale, na avenida Bento Gonçalves, na divisa de Viamão. Além disso, dependendo do seu curso e das cadeiras nas quais você estiver matriculado, você poderá ter aulas de manhã, de tarde e de noite. Ás vezes, em locais diferentes.


Assim, à primeira vista, trabalho e UFRGS são palavras que não combinam, mas tudo depende da sua organização. Diferentemente do Ensino Médio, na UFRGS é você quem escolhe quais cadeiras quer cursar e em que turmas quer assistir as aulas. Assim, basta escolher um conjunto de atividades que não conflite com o seu trabalho.


No entanto, é possível ganhar dinheiro dentro da própria UFRGS, através de bolsas e de programas de benefícios. A Universidade é um ensaio do próprio mercado de trabalho e o aluno pode começar a construir seu pé-de-meia ou conseguir um extra para auxiliar nos gastos de casa. Os principais programas de benefícios oferecidos pela Universidade são:



1. Bolsas


A vida de um professor universitário é diferente da de um professor de ensino Fundamental ou Médio, pois além das aulas ele precisa se dedicar a atividades de pesquisa. Como ele, em geral, não consegue fazer suas pesquisas sozinho, ele precisa da ajuda de bolsistas, que são alunos que se oferecem para auxiliá-los.


Basicamente, existem três tipos de bolsa oferecidos para o graduando da UFRGS: as de extensão, as de iniciação científica e o PIBID.


As bolsas de extensão, são aquelas em que o aluno ajudará o professor ou o departamento a realizar alguma atividade, não necessariamente relacionada à pesquisa; Além de professores, também é possível encontrar bolsas em bibliotecas e em laboratórios.


Nas bolsas de iniciação científica, o aluno auxilia o professor com suas pesquisas. São ideais para quem quiser seguir na carreira acadêmica e fazer, futuramente, um Mestrado ou um Doutorado. Embora sejam mais indicadas para bacharéis, licenciandos também podem se candidatar.


As bolsas do PIBID são voltadas exclusivamente aos alunos de Licenciatura e têm por objetivo inserir o licenciando em atividades dentro de escolas da rede pública, a fim de que ele possa entrar em contato com a realidade. São indicadas para os alunos de licenciatura em seus primeiros anos de graduação, preferencialmente antes da realização dos estágios obrigatórios.


O valor pago pelas bolsas varia de R$ 400,00 a mais de R$ 1.000,00 mensais. Basta saber onde procurar! Geralmente, a COMGRAD do seu curso enviará comunicados para o seu e-mail cadastrado ou você poderá pesquisar no Mural de Bolsas, dentro do Portal do Aluno. Também é possível encontrar, de vez em quando, cartazes com ofertas colados em alguns lugares.



2. Benefícios PRAE


A Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE), antiga SAE, oferece bolsas e benefícios para os estudantes, dentre as quais podemos destacar: auxílio creche, auxílio RU, auxílio transporte, auxílio saúde dentre muitos outros. Também é possível se candidatar à Bolsa PRAE e à Bolsa REUNI. Além disso, destaca-se que muitos departamentos da UFRGS só aceitam bolsistas que possuam algum benefício da PRAE.


No entanto, conseguir uma bolsa da PRAE é significativamente mais difícil do que uma bolsa de extensão ou de iniciação científica, pois a concessão passa por uma entrevista presencial e exige a entrega de uma extensa documentação, que chega a exigir, até, a cópia da declaração de imposto de renda de todas as pessoas que vivem com o candidato. Assim, a pessoa precisa ter, antes de tudo, paciência e organização se quiser tentar algum desses benefícios.



3. Bolsas do Capes/CNPQ


Embora sejam mais comuns no âmbito da pós-graduação, de vez em quando aparece alguma voltada aos graduandos. É bom ficar de olho.



4. Vestibular da UFRGS


Todos os alunos a partir do terceiro semestre podem se candidatar a ser fiscais do vestibular da UFRGS. Eles atuarão durante o concurso e podem ser de três tipos, escolhidos na hora: os fiscais sinalizadores são responsáveis por afixar todos os cartazes e placas no local do concurso, bem como auxiliar os candidatos que estão chegando a encontrarem suas salas; os fiscais de sala ficam dentro da sala de prova e os fiscais volantes auxiliam os fiscais de sala, levando os candidatos à sala central ou os acompanhando ao banheiro.


Os fiscais sinalizadores em geral recebem em torno de R$ 400,00; os de sala e os volantes, em torno de R$ 330,00.



Há alguma desvantagem em ser bolsista?


Nenhuma.No entanto, o candidato deve atentar para alguns detalhes.


Quem quiser ser bolsista deverá se dedicar a duas coisas: à sua bolsa e às matérias que está cursando naquele semestre. Além disso, para receber o pagamento, é obrigatório que o aluno possua uma conta corrente no Banco do Brasil. Poupança e conta em outros bancos não são aceitas (a exceção fica por conta dos fiscais de vestibular, os quais também recebem pelo Banco do Brasil, mas não precisam ter conta).


Além disso, o contrato de algumas bolsas deixa claro de que o bolsista não pode exercer quaisquer outra atividade renumerada além daquela bolsa. Isso é ideal para o jovem que ainda vive com os pais, mas pode incomodar quem já trabalha.


Em geral, a carga horária das bolsas é de 20 horas semanais. O professor, no entanto, é o responsável por controlar a presença do aluno.


Apesar de não ser uma situação ideal, procurar uma bolsa pode ser uma excelente introdução do graduando ao mundo do mercado de trabalho.

Comentários

  1. Muito bom seu artigo André, parabéns!
    Quando estudei na UFRGS consegui trabalhar meio horário numa empresa no parque tecnológico da PUCRS até conseguir uma bolsa da CAPES.
    Embora eu não tivesse constituído uma nova família naquela época, eu precisava ganhar dinheiro p/ pagar o aluguel e p/ outras despesas. Realmente é tudo questão de organizar as disciplinas do curso p/ não coincidir com o horário de trabalho.

    Adicionei o seu blog no Feedly, agora fica mais fácil de seguir seus novos posts.

    Um abraço,
    Alan

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  2. roberto marcio da silva13 de maio de 2015 08:25

    Site tri legal , eu ando com sede de noticias e manter me atualizado e nem sempre o vol ou o ghd saciam , claro que há os estranjas mas gosto de ler em portugues tambem e agradeço a chance .

    Roberto

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  3. Vale lembrar que, apesar de dar pra conciliar as coisas, o aluno que trabalha vai ser formar em muito mais tempo que o mínimo do curso. A UFRGS precisa começar a olhar mais pra esse público.

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  4. Muito obrigado por esse post André! Eu vou prestar o enem novamente esse ano e a UFRGS é uma das minhas prioridades de curso. Sou de São Paulo e vou me dedicar o ano inteiro para conseguir me virar por aí e esse post me clareou muito as ideias sobre como eu conseguiria manter uma renda, pois uma hora qualquer dinheiro economizado acaba quando se tem aluguel para pagar rs Obrigado por iluminar o meu caminho! Muita luz xx

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