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Em nova demonstração de apoio ao Software Livre, Canonical quer que Linux Mint assine licença para usar seus repositórios

Este artigo não representa mais minha visão sobre o software livre e está sendo mantido aqui apenas por razões históricas. Para minha visão atual, veja este artigo.


Como se não bastasse toda a repercussão do meu post no qual explico os motivos de o Ubuntu ser nocivo ao software livre, com direito a uma enxurrada de artigos, de editoriais e até de vídeos nos quais os autores, além de me atacar, fazem questão de deixar bem claro que não entendem nada de liberdade de software, eis que fico sabendo através do Twitter - uma rede social proprietária maligna - do Espaço Liberdade que a própria Canonical, após toda essa repercussão, resolveu demonstrar sua forma de apoiar o software livre... só que não.



No post supracitado, o Conselho Comunitário do Ubuntu se manifestou acerca dos boatos de que o pessoal do Linux Mint deveria começar a pagar uma licença para a empresa de Mark Shuttleworth se quisesse continuar usando os pacotes binários presentes nos repositórios da distro.


O comunicado do Conselho, pra variar, é totalmente confuso e contraditório, deixando a empresa em cima do muro. Em um ponto, eles afirmam que (tradução livre) "questões legais são complexas e nós precisamos estar atentos às diferenças entre opiniões pessoais e legais" e, após exaltar as qualidades do sistema no parágrafo seguinte, afirmam, contrariando todas as preocupações libertárias acerca dos perigos da propriedade intelectual e das patentes de software, que "Marcas Registradas e Direitos Autorais são as ferramentas legais previstas para nós, para salvaguarda dessas reputações, e é parte do mandato da Canonical, dentro do projeto Ubuntu, usar essas ferramentas de forma adequada, equilibrando as necessidades de todos os envolvidos em fazer o Ubuntu." No entanto, logo em seguida, é dito que "A Canonical já fornece uma licença para esses usos para o projeto Ubuntu e suas distribuições, incluindo o próprio Ubuntu em si bem como aqueles sabores que são desenvolvidos em colaboração com ele".


Resumindo, a empresa não disse que vai cobrar uma licença do Linux Mint, mas também não disse que não vai. A questão está em aberto e, se a Canonical começar com essa política, será o início do pesadelo dos ReFiSeFuQueiros, menos é claro no brazil, onde eles vão demonstrar todo seu apoio à sua distribuição preferida criando remasterizações mal-feitas sem realizar os devidos pagamentos. Está instaurado o "Linux Pirata"!


Vamos ver quantos daqueles que criticaram minhas opiniões continuarão do lado roxo da Força se tais temores se confirmarem.

Comentários

  1. Cri Cri.....não comento nada, losers.

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  2. Engraçado, se ela – Canonical - não declarou que esse acordo seria mediante pagamento ou não, por que o autor de posicionou junto ao sensacionalismo declarando no texto: "o pessoal do Linux Mint deveria começar a pagar uma licença para a empresa de Mark Shuttleworth se quisesse continuar usando os pacotes binários presentes nos repositórios da distro."?

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  3. Ainda não entendo pq um argumento de liberdade fica polarizado somente no Ubuntu! Pq não citar outros exemplos tão ou mais nocivos para a liberdade como Steam ou Chrome?

    Porque não dedicar o mesmo afinco para lutar pela liberdade no evento que se diz livre (FISL) mas só tem livre no nome?

    Continuo pensando que o foco dos protestos não está muito apurado e isso é que causa todo esse burburinho e pouco agrega para o movimento de liberdade em si.

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  4. OH , meus caros Srs que responderam de uma forma desculpem-me obliquada , o que nós defensores do software livre queremos é um novo aquário como existe na Apple que parece ser o modelo que Mark e os seus seguidores querem seguir .

    Ponto 1 - A Canonical chegou aonde chegou só pelo seu desempenho e criatividade - eu digo naõooooooooooooo , foi com a ajuda da comunidade

    Ponto 2 - Sabem o que a Canonical agora está a fazer ao software livre , está a fazer forks de aplicações desenvolvidas por todos nós e e está dificultar o acesso , na maioria dos casos é impossível compilar ou portar para outra interface porque os Srs são os proprietários de uma biblioteca que sem ela népia nada feito .

    Ponto 3 . Está muito claro o caminho que a Canonical quer seguir agora quer ganhar dinheiro a bruta , não interessa como , mesmo que tenha de vender a Mãe , eu não sou contra o ganhar-se dinheiro com o SL , mas atenção nós temos regras definidas pelas nossas FUNDAÇÕES , até quando vamos aturar mais estes meninos mimados , está na altura de hes dar uma lição de vida .

    Eu estou a escrever muito aborrecido com tudo isto em comecei no Ubuntu em 2005 e foi com ele que aprendi Linux , e hoje toda uma equipa vai lançar uma nova distribuição nascida no Brasil e em Portugal chamada LaciOS e sabem que mais é baseada em Debian Testing esta decisão foi tomada a 4 meses e ainda bem que a tomamos .

    Cumprimentos ao autor

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  5. "Ponto 2 - Sabem o que a Canonical agora está a fazer ao software livre , está a fazer forks de aplicações desenvolvidas por todos nós e e está dificultar o acesso , na maioria dos casos é impossível compilar ou portar para outra interface porque os Srs são os proprietários de uma biblioteca que sem ela népia nada feito ."

    É exatamente esse o ponto! Atualmente, dizer-se que um aplicativo é "compatível com Ubuntu" não significa, necessariamente, que ele será compatível com todas as outras distribuições de GNU/Linux existentes. Nem mesmo o Debian, que é o parente mais próximo, por assim dizer, da distribuição da Canonical, se salva, pois tentar instalar qualquer pacote feito para Ubuntu no Debian (e vice-versa) é pedir para ter dor de cabeça! A Canonical reinventa a roda para se manter isolada.

    CUmprimeitos e boa sorte com sua distro.

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